ninguém se atreve a pronunciar o teu nome, nem sei bem porque, se calhar têm medo de me magoar e se calhar têm razão, magoa ouvir o teu nome, magoa olhar pelos passeis onde estivemos, magoa sentar-me onde tu te sentavas a contar-me aquelas histórias, magoa-me não ter o teu abraço, magoa ouvir que foste embora e que não querias saber de mim, pode magoar muito até ser dolorosamente insuportável mas é a pura realidade, nunca fui nada para ti e tenho de aprender a viver com isso. Usas-te me e deitas-te fora, e acho piada teres criticado tanta gente quando no final cometes-te os mesmos erros ou piores, só me resta habituar-me a tua ausência e ser feliz !
Talvez todas estas palavras sejam escritas em vão e só talvez tu vás lê-las e sentir o que sinto. Falhei contigo imensas vezes sabes, desde que éramos duas criancinhas que só pensavam ir para a rua brincar com os amigos, desde que me fui embora daquela casa que me esqueci de ti, esqueci-me que ambos sofremos com aquele acontecimento até mais do que os próprios protagonistas e eu quis sair daquela peça o mais rápido possível e foi o que eu fiz, mas esqueci-me de ti. Sofremos de maneiras diferentes e talvez seja isso que mais nos tenha afastado. Tu passas-te por certas coisas e eu passei por outras mas o meu papel contigo devia ter sido diferente, devia ter pensado mais em ti, apoiar-te e não ser egoísta e por isso peço que me perdoes. Perdoa-me por não te ter protegido como devia, perdoa-me não te ter abraçado tanto, perdoa-me porque eu estou a tentar compensar tudo aquilo que perdemos. O meu dever contigo é proteger-te, mesmo que aches que eu não o esteja a fazer eu só te quero ve...

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