hoje eu vou deixar aqui um pouco de mim que ninguém sabe, que eu escondi. Eu tinha 3 anos quando o meu irmao nasceu e aí chegaram os problemas, chegaram os gritos do meu pai, chegaram as nódoas negras que ele me deixava no corpo e á minha mãe. A partir dái eu peguei numa coisa em que poucos crianças tocam, mas eu consumi, eu chorei em noites em que o meu pai me batia, eu quiz fugir de casa, eu vi a minha mãe a sofrer e não pude fazer nada, eu revoltei-me, eu cortei-me, eu cheguei a ir parar ao hospital, eu fiz muita merda ..  Eu pensei que aquelas pessoas eram a minha familia, que nunca me iam deixar mas eram mais velhas iam costruir a vida delas, sem mim e eu ? fiquei indefesa, aprendi a superar tudo sozinha, aprendi a sorrir sem ter vontade, aprendi que o sangue que eu derramava não me servia de nada, que as mocas que apanhava não davam em nada então eu cresci, eu começei a ajudar a minha mãe, eu vi coisas e ouvi certas frases que ainda hoje me estão na cabeça e não é fácil viver no meio disto, da falsidade, ter uma familia mas ser apenas um teatro no palco que é a vida pois eu não sei o que é ter uma familia pois a minha foi sempre uma peça de teatro e eu fui um objecto do cenário.

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