Olhei me no espelho. Não me reconheci por instantes, como estou diferente, como estou distante dos meus sonhos, como me fecho no meu mundo e não deixo ninguém entrar nele.
Vejo-me em tantas caras familiares e queria poder apagar todas essas parecenças mas o ADN manipulou me deste jeito e eu não consigo mudar cada defeito genético que insiste em fazer me parecer quem mais odeio.
Talvez seja o karma a fazer justiça pelas lágrimas que eu deitei e pelas vezes que quis mudar as circunstâncias e não consegui e eu nunca consegui tanta coisa, nunca consegui fazer o que quis, nunca voei pelas minhas asas e perdi o meu rumo no meio de tantas vozes a dizerem o que fazer sem nunca perguntar afinal o que eu queria realmente e falta algo em mim, algo que eu nunca encontrei e continuo na busca de o encontrar no meio das pessoas que me rodeiam.
Mas talvez eu esteja só a vasculhar na gaveta errada, talvez eu precise de fechar há chave todas essas pessoas e esse passado que não me deixa aproveitar o presente mas a angustia é sufocante e são necessárias forças que por vezes faltam a cada respiração e sinto que cada passo que dou estou mais perto de cair e eu não quero voltar para o escuro , ou secalhar nunca saí de lá.

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