Há noite é quando todos os medos se revelam, não das maneiras mais simples e fáceis de compreender mas são espelhos daquilo que mais desejamos que não aconteça, o medo é algo que nos torna impotentes, incapazes de tomar decisões e seguir desejos, nem os mais obscuros.
É na noite que todos os demónios ficam acordados para nos mostrar as nossas fraquezas, daquilo que somos feitos.
Feitos de carne suponho eu, feitos de escuridão que escondemos todos os dias com uma expressão mais alegre para convencer os outros que a nossa alma é pura e até para nós convencer a nós próprios que está tudo bem connosco é isso tornou se um vício da humanidade.
Vício esse de sermos pessoas que não somos.
Há noite é quando caímos no nosso abismo e temos uma visão turva daquilo que é o inferno que vive dentro de cada um.
O meu inferno é feito de medo, um espelho de todas as más qualidades que tenho.
Há noite é quando esse meu medo escorre pela cara e me sufoca durante horas a fio. Controla me os movimentos do corpo e fico sem me poder mover até que o cansaço se torna mais forte e caiu nos filmes que terror que a minha mente me reservou.
Talvez seja culpa minha pois não controlo estes demónios de forma alguma, eles apoderam se de mim e eu não tenho caminho para fugir.
Há noite é quando sou feita de carne.
Há noite é quando sou eu.
Há noite é que peço para que veja a luz do dia seguinte.
Há noite é quando quero fugir de mim
Há noite é quando eu quero que seja noite durante o dia.
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