Sempre me soube expressar melhor por aqui, sempre foi este o meu refúgio, a minha terra do nunca e quando me sinto perdida, uma estrela guia-me até aqui.
Por aqui, vou escrevendo mil e uma coisas, apagando mais mil e acabo por publicar um nada porque há coisas que ficam apenas para mim. Há segredos que prefiro que continuem meus, há feridas que ainda não estão saradas e talvez nunca venham a ficar pois o tempo não cura tudo e eu sou um caderno muito rabiscado e mal tratado.
Mas se há algo que te posso dizer a ti que vieste até ao meu esconderijo procurar respostas ou apenas passar o tempo, é que não tenho estado bem, se tenho motivo ? Talvez. Não sei é explica-lo, são imensas coisas e acho que simplesmente preciso de respirar fundo e senta-me a beira mar e tranquilizar-me.
Ás vezes perco-me, perco-me de mim e em mim e nem eu sei resolver toda esta confusão e todos estes sentimentos. As feridas abrem-se e sofro por coisas já passadas, ridículo eu sei mas não sarei, não me dei tempo para curar, não sei fazer tal coisa, estar sossegada e revitalizar as minhas forças pois acabo sempre por continuar a lutar sem olhar para trás e aprender alguma coisa, só sigo em frente e isso é errado.
Deveria ter parado para chorar, para gritar , para dizer que não estou bem e que preciso de ajuda, que preciso de carinho, de um ombro amigo mas, depois vejo-me sozinha, vejo as pessoas que amo atafulhadas de problemas da vida e não sou egoísta ou humana para por os meus problemas ou seja lá o que for à frente delas. Digo sempre que eu sou a pessoa mais importante da minha vida, porque sou, mas, não me dou muito valor e estou a matar-me aos poucos.
Não quero que me entupam de perguntas ou suposições sobre o que eu possa estar a sentir ou a pensar, quero certezas de que se eu cair irei ter lá alguém pois levantar-me sempre sozinha está a desgastar-me e não sei quanto tempo mais é que a minha cabeça e o meu corpo vão aguentar toda esta pressão.
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